Quantos Pontos por Mês no Mini Dólar? A Conta Real da Alavancagem

Hermann Greb ao lado do texto 30 pontos por mês?, capa do artigo Quantos Pontos por Mês no Mini Dólar? A Conta Real da Alavancagem

Tem dia em que o mini dólar não entrega nada. Sem notícia, sem volume, com a estrutura de preço contra os pontos. Nesses dias, a pergunta que eu mais escuto na sala é: precisa operar todo dia para ganhar dinheiro?

A resposta está numa conta simples de pontos por mês no mini dólar. Neste artigo eu mostro essa conta, explico por que o dinheiro está na alavancagem e não no número de pontos, e por que alavancagem sem mérito é só risco maior.

Quantos pontos por mês no mini dólar um trader consistente precisa?

Olhe o gráfico do dólar de janeiro até outubro. O mercado andou milhares de pontos nesse período. Ninguém pega tudo isso. Quem tenta comprar cada subida e vender cada queda acaba devolvendo dinheiro.

Agora imagine um trader seletivo, que faz poucas operações. No exemplo que montei ao vivo, foram 21 trades de janeiro até outubro: 30 pontos em janeiro, 25 em fevereiro, 40 em março, 20 num mês mais fraco, e assim por diante. Uma média perto de 30 pontos por mês, que somou algo perto de 280 pontos no período.

Parece pouco perto de tudo o que o mercado andou. O trader do exemplo pega só uma parte porque opera como sniper, não como quem atira para todo lado.

A conta dos 30 pontos: onde está o dinheiro e onde está o risco

No mini dólar, cada ponto vale R$ 10 por contrato. Com isso, a conta dos 30 pontos por mês fica assim:

  • 30 pontos com 1 mini contrato: R$ 300.
  • 30 pontos com 10 mini contratos: R$ 3.000.
  • 30 pontos com 100 contratos: R$ 30.000.
  • 30 pontos com 200 contratos: R$ 60.000.

É daí que vem a ideia de fazer R$ 3.000 por mês com 30 pontos: são 30 pontos com 10 contratos. O número de pontos é o mesmo nas quatro linhas. O que muda é a alavancagem. Por isso eu digo que o dinheiro está na alavancagem, e não no número de pontos.

Só que a mesma conta vale para o prejuízo. Um stop de 5 pontos com 1 contrato custa R$ 50. Com 10 contratos, custa R$ 500. Nenhum desses números é promessa de resultado. É matemática, e ela trabalha nos dois sentidos.

Precisa operar todo dia no day trade?

Não. Eu só opero quando o mercado entrega o que eu quero, de acordo com princípio e fundamento: estrutura de preço e nível de preço. A regra é simples: estrutura compradora acima dos pontos e estrutura vendedora abaixo dos pontos, como ajuste, fechamento e VWAP.

No dia dessa live, a estrutura era vendedora, mas estava contra os pontos. Um aluno sugeriu uma recusa no fechamento. Eu achei péssimo: para comprar ali, eu precisaria de estrutura compradora, e a estrutura era vendedora. Seria tentar pegar faca caindo. Resultado: não tinha o que operar.

Se quiser se aprofundar nessa leitura, eu explico como ela funciona no artigo sobre os pontos de entrada no mini dólar.

Um aluno resumiu bem naquele dia: não adianta fazer 20 pontos contra o princípio e fundamento. E o dia parado tem utilidade. Ele treina o emocional para o dia de muita volatilidade, quando saber ficar de fora vai evitar estrago.

Trader sniper: poucos tiros, bem escolhidos

Eu penso como um sniper, não como um atirador que vai disparando para todo lado. O sniper espera, escolhe o momento e dispara poucas vezes. Consistência não vem de perseguir meta todo dia, como mostro no artigo sobre ciclos de mercado no day trade.

Medo de stop é mão maior que o seu mérito

Na live, eu perguntei para a turma: quem já deu R$ 100 de gorjeta num restaurante? Quase ninguém. Para a maioria, R$ 100 ainda pesa no bolso. E R$ 1.000 pesa dez vezes mais.

Leve isso para a boleta. Um stop de 5 pontos com 1 mini contrato custa R$ 50 e, para a maioria, não dói. Com 10 contratos, o mesmo stop custa R$ 500. Se R$ 500 faz falta para você, esse stop vira desespero: a mão treme, vem dor de barriga, dor de cabeça, e a decisão sai errada.

Isso não é falta de técnica. É mão maior que o seu mérito. E mérito se conquista na mente, no subconsciente: é quando aquele valor deixa de fazer falta para você.

Como aumentar contratos no mini dólar com mérito

Mérito se conquista em degraus. Imagine alguém que estudou, passou pelas etapas da formação e está preparado. Ele começa com R$ 1.000 e um mini contrato. Ganha, perde, ganha, ganha, perde. Aos poucos, a conta cresce.

  1. Com a conta crescendo, ele passa de 1 para 2 contratos.
  2. Com 2 contratos, a luta continua: ganha, perde, ganha. A conta segue crescendo.
  3. Ele passa para 3 contratos.
  4. Quando a conta chega, por exemplo, a R$ 2.500, ele saca os R$ 1.000 que colocou no início e segue operando com R$ 1.500.

A partir daí, ele está arriscando o dinheiro do próprio mercado, não o dele. A cabeça fica leve. Isso é mérito. Detalhei essa lógica no artigo sobre a regra do mérito na gestão de risco.

Não existe piloto de Fórmula 1 que pulou o kart, a Fórmula 3 e a Fórmula 2. Não existe office boy que vira CEO da noite para o dia. No mercado é igual: quando você me vê operando com 100, 200 ou 300 contratos, está vendo o resultado de mais de 20 anos de degraus, não um ponto de partida.

O hábito que faz o iniciante devolver o lucro do dia

Antes de abrir qualquer posição, eu olho o calendário econômico. Naquele dia, as notícias iam só até as 12h e nenhuma era de três estrelas. A bolsa brasileira abriu às 10h, a americana às 10h30, e o mercado não andou.

Nesse cenário, a decisão é uma só: desligar o computador. Quem continua na tela à tarde, sem movimento, entrega dinheiro para o mercado ou devolve o que ganhou de manhã. Depois me mandam o extrato, e eu vejo que a pessoa ficou operando à tarde.

Cada pessoa tem a sua ansiedade, a sua ganância, a sua percepção. Mas o racional precisa ser o mesmo. Se o mercado não está entregando, amanhã tem mais.

Perguntas frequentes sobre pontos por mês no mini dólar

Quanto vale cada ponto do mini dólar?

Cada ponto vale R$ 10 por contrato. Assim, 30 pontos com 1 mini contrato equivalem a R$ 300 e, com 10 contratos, a R$ 3.000. O prejuízo segue a mesma conta.

Precisa operar todo dia no mini dólar?

Não. Eu só opero quando o mercado entrega estrutura de preço e nível de preço a favor: estrutura compradora acima dos pontos ou estrutura vendedora abaixo deles. Sem isso, fico de fora.

Quando aumentar contratos no mini dólar?

Depois de conquistar mérito. Comece com um contrato, deixe a conta crescer, aumente a mão aos poucos e, quando possível, saque o capital inicial para operar com o dinheiro do próprio mercado.

Por que sinto tanto medo de stop?

Normalmente porque a mão está maior que o seu mérito. Se o valor do stop faz falta no seu bolso, ele mexe com o seu emocional e com as suas decisões.

Menos tiros, mais mérito

Pontos por mês no mini dólar não precisam ser muitos. Precisam ser bons, feitos a favor da estrutura e dos pontos, com uma mão que você tem mérito para carregar. Resultado depende de método, gestão de risco e tempo, não de operar todo dia.

Se você quer ver essa leitura acontecendo ao vivo e aprender a hora de ficar de fora, entre na Sala DNA do Trader de Banco e acompanhe as minhas operações no dia a dia.

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